Doutorado
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Estudo químico-biológico de plantas medicinais do Cerrado com foco em doenças tropicais negligenciadasAlan Dumont Clementealan.dumont@discente.ufg.br
As doenças tropicais negligenciadas (DTNs), em especial os acidentes ofídicos, provocam milhares de mortes em todo o mundo e apresentam grande capacidade de assumir proporções epidêmicas de acordo com a OMS. A obtenção de compostos naturais, particularmente metabólitos secundários, provenientes de plantas pode contribuir para a descoberta de novos compostos hits com potencial biológico. Para isso, os métodos in silico, em conjunto com ensaios in vitro, como a triagem do estudo químico bioguiado por ensaios enzimáticos, são ferramentas indispensáveis à inovação no processo de desenvolvimento de novos fármacos. Esta pesquisa propõe a investigação de produtos naturais, oriundos da biodiversidade do cerrado brasileiro, com potencial bioatividade frente às serinoproteases proveniente da peçonha de serpentes na busca por novos inibidores enzimáticos inovadores no tratamento antiveneno. A equipe de desenvolvimento deste trabalho é constituída pela Dra. Vanessa Pasqualotto/UFG (orientação), Dra. Marta Magalhães/PUC-Goiás (coorientação). |
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Desenvolvimento de protocolos para controle de qualidade de plantas medicinais: estruturação de uma ervanaria FAPEG e FINEPBianca Ferreira Gonçalvesfbianca@discente.ufg.br
As plantas medicinais constituem uma importante alternativa terapêutica para comunidades rurais, especialmente em contextos de acesso limitado a medicamentos industrializados. No assentamento Canudos, localizado no Cerrado goiano, o grupo de mulheres Guerreiras de Canudos utiliza e comercializa espécies vegetais com fins medicinais, entretanto, a comercialização formal é limitada pela ausência de controle de qualidade. Este projeto tem como objetivo realizar o estudo químico e o controle de qualidade das plantas medicinais utilizadas no assentamento, visando à padronização do material vegetal, à implantação de uma ervanaria e à elaboração de Procedimentos Operacionais Padrão. O projeto é desenvolvido sob orientação da Professora Dra. Vanessa Gisele Pasqualotto Severino, com coorientação da Dra. Cristiane Rachel de Paiva Felipe, e conta com a participação do estudante de iniciação científica Thiago Ryan Santos Salazar. O trabalho busca integrar o conhecimento popular à validação científica, em interface com ações de extensão. |
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Estudos químicos-biológicos de Kielmeyera coriacea visando aplicações cosméticas.
Cleysla Mendes da Silvacleysla.silva@discente.ufg.br
Em construção. |
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Estudo Metabólitos Secundários Bioativos de Amaioua guianensis e Cyanocephalus rugosus por métodos espectrométricos e espectroscópicos.Emiret Otoni de Fariaemiret@discente.ufg.br
Esta pesquisa integra estudos fitoquímicos e metabolômicos de quatro plantas nativas da biodiversidade brasileira, com ênfase em Cyanocephalus rugosus e Amaioua guianensis. Por meio de cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas de alta resolução (CL-EMAR), ressonância magnética nuclear (RMN), ferramentas de quimioinformática (como redes moleculares) e ensaios de inibição enzimática. O trabalho visa não apenas traçar o perfil químico dessas espécies, mas também identificar moléculas bioativas. As descobertas preliminares posicionam o Cerrado como uma fonte promissora de protótipos para o desenvolvimento de fármacos voltados a doenças negligenciadas. Até o momento foram coorientados 5 alunos de Iniciação Científica. |
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Metabólitos bioativos de espécies do gênero Mandevilla Lindl.Luis Felipe Lima Guimarãesluis.lima@discente.ufg.br
A diversidade química de plantas brasileiras, especialmente dos biomas Cerrado e Amazônia, sustenta a bioprospecção de novos fármacos. A família Apocynaceae destaca-se pela produção de alcaloides, pregnanos, cardenolídeos e triterpenos com relevante atividade biológica. O gênero Mandevilla Lindl., apesar de amplamente distribuído e utilizado na medicina tradicional, permanece pouco explorado quimicamente. Estudos prévios indicam atividades anti-inflamatória, analgésica, antioxidante e antitumoral associadas a metabólitos como pregnanos e cardenolídeos. Este projeto tem como objetivo integrar estudos fitoquímicos e análises in silico para investigar o potencial terapêutico de metabólitos de espécies de Mandevilla. Serão preparados extratos e partições seguidos de fracionamento cromatográfico para isolamento de metabólitos, com perfis químicos obtidos por HPLC-ESI-MS/MS e elucidação estrutural por RMN. Estudos de docking molecular serão empregados para priorização de compostos bioativos frente a alvos tumorais e fúngicos. O projeto conta com a orientação da Profa. Dra. Lucilia Kato e envolverá a estudante de Iniciação Científica Paolla Xavier de Amorim nas etapas experimentais, contribuindo para a formação científica e para a identificação de candidatos promissores para futuras validações biológicas. |
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Análise metabolômica do fungo micorrízico Waitea cirinata e sua interação com Magnaporthe oryzae Matheus Santos de Souza Teodorico matheus.santos@discente.ufg.br A pesquisa busca identificar quimicamente quais compostos orgânicos produzidos pelo W. circinata são responsáveis por essa inibição, algo ainda não realizado. A metodologia envolve o cultivo dos fungos de forma isolada e em co-cultivo, seguido pela extração da massa micelial e análises avançadas por cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas de alta resolução (CLAE-EMAR). Através de técnicas de desreplicação e do uso de plataformas digitais como o GNPS, o estudo pretende mapear o perfil metabólico e isolar substâncias com potencial fungicida sustentável. O objetivo final é fornecer alternativas ecológicas ao uso de agroquímicos tradicionais, promovendo um manejo agrícola mais eficiente e ambientalmente amigável |
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Estudo químico-biológicos de partes subexploradas de baru (Dipteryx alata V.) e buriti (Mauritia flexuosa L.f.) visando aplicações tecnológicas. Matheus Silva de Barros barrosmatheus@discente.ufg.br
Este projeto avalia o potencial biotecnológico de extratos e frações de Mauritia flexuosa (buriti) e Dipteryx alata (baru) visando aplicações cosméticas/dermatológicas. As amostras são testadas em ensaios enzimáticos (inibição de tirosinase e elastase) e em modelos celulares de pele (HaCaT e sistema 3D), incluindo citotoxicidade/viabilidade e estresse oxidativo (DCFH-DA). Em paralelo, realiza-se a caracterização química por LC-MS e análises quimiométricas (PCA/OPLS-DA) para relacionar marcadores químicos às atividades biológicas. O objetivo é identificar as frações mais promissoras e orientar a validação/isolamento de compostos bioativos para desenvolvimento de ingredientes naturais para cuidados da pele. |
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Estudo de interações das bactérias Bacillus toyonensis e Serratia marcenscens no patossistema arroz-brusoneNoelle Cruz Faustino dos Santosnoellecruz@discente.ufg.br
O arroz (Oryza sativa L.) é um dos produtos agrícolas maior importância nutricional do mundo. Sua produção enfrenta desafios, sendo o principal a doença brusone, causada pelo fungo Magnaporthe oryzae (Pyricularia oryzae - fase assexuada) causando perdas econômicas substanciais. Dessa forma, os metabólitos secundários de bactérias são ferramentas interessantes de serem estudadas no contexto de controle biológico de doenças de plantas. Neste projeto, é realizado o estudo metabolômico das bactérias Bacillus toyonensis e a Serratia marcescens, da atividade dos seus metabólitos e de como esses metabólitos interagem com o patógeno do arroz de modo a mitigar os efeitos da infecção. |
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Investigação química-biológica e nutricional de Eryngium foetidum e Eryngium coronatum: inovações em Alimentos à base de plantas Yasmine Fernandes Oliveira yasminefernandes@discente.ufg.br
O projeto de pesquisa tem como objetivo analisar o perfil de duas PANC, Eryngium foetidum e Eryngium coronatum. Por meio da investigação do perfil químico e da avaliação nutricional, antinutricional e toxicológica, a fim de subsidiar a seleção das espécies e sua aplicação no desenvolvimento de um alimento a base de planta (plant-based). Além disso, as atividades realizadas no projeto são divulgadas para a sociedade por meio de plataformas digitais, como o Instagram (@pancerrado), utilizando uma linguagem simples e acessível, com o objetivo de ampliar o conhecimento do público sobre as PANC, incentivar seu uso responsável e valorizar a biodiversidade alimentar. O projeto conta com a orientação das Profas. Dra. Vanessa Pasqualotto e Dra. Nyuara Mesquita, e participação de estudantes de iniciação cientifica. |










